terça-feira, 22 de novembro de 2011

Apenas um desabafo...

E já se passaram quatro meses desde que eu ouvi o seu último falso “eu te amo”, desde que eu ouvi de tua boca que estavas precisando se afastar, me deixar... E a dor ainda não passou, as cicatrizes ainda não sararam e as lágrimas ainda transbordam de meus olhos, sim, eu ainda tenho lágrimas que ainda derramo por ti... E tu não fazes nem ideia disso, nem do quanto eu luto para que isso mude, para que as lágrimas sequem, pelo menos as que eu derramo por ti, pois é duro e dói ainda mais saber que enquanto eu escrevo este texto e choro, tu dormes tranquilo pensando em outra... Eu queria poder dizer que te esqueci, que não sinto mais nada por ti além de pena, mas meu coração me trai, meu sentimento trai minha razão e eu volto a ti, e volto a ver fotos nossas e textos que escrevi para ti... E volto a querer-te por perto e volto a sofrer por não poder ganhar um abraço, o único abraço que me faria bem, mesmo sendo ele o causador de tanta dor... Eu não precisava ter tudo, mas uma pequena parcela de tudo aquilo que um da tivemos juntos... Uma pequena parcela de toda a história que criamos e protagonizamos... Para doer um pouco menos, apenas alguma notícia ou um só abraço de amizade... Era só uma pequena parte de ti, que um dia eu tive todo... Meu e só meu, me procurando e amando como nenhum outro conseguiu fazer... Despertando em mim cada vez mais esse sentimento que hoje me crucifica, mas naquele tempo, no NOSSO tempo me fazia o maior bem de todos... Só uma vez mais eu gostaria de estar sentada no sofá e olhar pelo portão um rosto sorrindo e me convidando a ir até a frente, pra sentar e conversar, e olhar as estrelas falando sobre os mais diversos assuntos que poderiam ocorrer em nossas mentes... E depois me despedir com um último abraço e um último beijo... Mas sabendo que seriam os últimos... E depois eu iria querer mais uma ‘última’ vez... E depois outra... E outra... E assim viveríamos em uma eterna despedida, sem nunca precisar dar um fim definitivo. Eu mudei e muito, e tu não tem noção do quanto, mas se me desse uma chance de uma conversa, tu verias, e talvez sentisse falta daquela que algum dia foi ‘perfeita’ pra ti, daquela que em alguma tarde ensolarada de sexta feira estava em casa te esperando, mas tu não sabias que ela tava te esperando, ela poderia ter saído, mas mesmo assim tu ias lá, ver se ela tava, se podia sair, se podia te abraçar, ver se ela estaria lá quando tu precisasses, e ela estaria e sempre estaria e talvez sempre esteja... Mas tu não sabes disso e não vai saber, pois hoje em dia, quando tu passa por aquela que um dia foi tudo na tua vida, foi o teu amor, a tua pequena, o amor da tua vida, a tua perfeita, tua menininha e só tua, o que tu vê e uma guria normal, que tu nem conheces, afinal, nem um oi ela recebe, ou aquela preocupação que tu uma vez dissestes que tinha por ela, hoje em dia tudo se esvaiu, tudo ficou trancado em algum lugar que ela sonha achar... Que ela sonha destrancar, para pelo menos poder ouvir de ti mais uma vez, uma única vez “eu ainda me preocupo contigo”, “como tu ta”... Ou até um “oi”... Eu não peço mais que tu cumpras com tuas promessas que tu pagues suas dívidas... Eu só peço que tu faças valer tua palavra, e tire a idéia de que TUDO foi uma grande MENTIRA e eu fui uma grande IDIOTA em acreditar... Eu só peço que depois de tudo que eu fui, fiz e representei na tua vida tu tenhas pelo menos a decência de me dar um ‘oi’, ou demonstrar que ainda me conheces, pois a impressão que eu tenho é que não me conheces mais, não faça com que eu me sinta só mais uma, porque eu sei que não fui... Não me faças te odiar pelas mentiras que tu contaste, e sim te perdoar por elas... Demonstre o que eu representei a tua vida, pois eu sei que NÃO foi POUCO... Em algum lugar tudo aquilo ficou, e eu quero que tu me mostre onde ta, pra eu poder tirar de lá todas as lembranças boas e enterrar lá todas as ruins... Para sobrar apenas a amizade e nada de mágoas ou rancor... Então, um oi de vez em quando não te matará... Mas se tu se importas com isso... A tua total ausência pode vir a ME matar!

- Desculpem qualquer erro.

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